Então ela viu que o que ela amava de verdade era a possibilidade de ter para si alguém que ninguém jamais havia tido, por pura vaidade... Viu que seu amor era pela sua imagem de amante, e não pela essência. Encontrou no acaso a pessoa certa para cobiçar, o coração mais difícil de conquistar. Pôs para si um desafio, um dos jogos mais divertidos de que podia dispor. E quando pensava ter perdido a guerra, viu-se vitoriosa numa disputa que não queria mais lograr, alcançando um prêmio do qual ela já havia aprendido a viver sem almejar.
Sentiu-se feliz a princípio, vendo-se vitoriosa em uma batalha que já não disputava mais. Depois veio a consciência, que fê-la enchergar sua prepotente ânsia no poder de algo não merecia, de alguém que isso a ela não faria. Sentiu então todo o peso do mundo em suas costas, provou como era corruptível sua própria mente, e a decepção consigo própria a abateu.
Quando acordou, olhou para trás e não quis voltar... se viu livre de si mesma, da mania egocêntrica de ser única e especial. E, mesmo tendo alcançado o que mais queria, mesmo vendo a tristeza nos olhos de quem agora finalmente a amava, escolheu libertar a si própria à alimentar seu egoísmo. Deciciu entregar os pontos, lançar ao léu sua grande conquista.
Mas a vida, pensou, era instável, e ainda lhe havia muito a passar, e quase nada ainda havia tido tempo de aprender. Colocou-se em seu lugar. Viu-se vítima da própria ambição. E pensou como era bom aquele que agora ela deixava, e que enfim libertava do jogo, num gesto de verdadeiro amor condolente a si e a ele. Sorriu para si e viu entusiasmo num novo caráter para explorar e melhorar. Agora podia mudar novamente e apertar os parafusos mais soltos, como se faria num mundo ideal. Tornara-se independente de si, dependente do novo mundo que estava disposta a enxergar.
Assim, reconquistou a juventude de um sopro leve, suave e digno, buscando a sensação de toda a adrenalina irresponsável que merecia. Passou a ver o mundo com a inconsequência da simples e comum adolescente que agora assumia ser. Deixou pra trás sua mania de grandeza, buscando somente ser maior, e só.
Sentiu-se feliz a princípio, vendo-se vitoriosa em uma batalha que já não disputava mais. Depois veio a consciência, que fê-la enchergar sua prepotente ânsia no poder de algo não merecia, de alguém que isso a ela não faria. Sentiu então todo o peso do mundo em suas costas, provou como era corruptível sua própria mente, e a decepção consigo própria a abateu.
Quando acordou, olhou para trás e não quis voltar... se viu livre de si mesma, da mania egocêntrica de ser única e especial. E, mesmo tendo alcançado o que mais queria, mesmo vendo a tristeza nos olhos de quem agora finalmente a amava, escolheu libertar a si própria à alimentar seu egoísmo. Deciciu entregar os pontos, lançar ao léu sua grande conquista.
Mas a vida, pensou, era instável, e ainda lhe havia muito a passar, e quase nada ainda havia tido tempo de aprender. Colocou-se em seu lugar. Viu-se vítima da própria ambição. E pensou como era bom aquele que agora ela deixava, e que enfim libertava do jogo, num gesto de verdadeiro amor condolente a si e a ele. Sorriu para si e viu entusiasmo num novo caráter para explorar e melhorar. Agora podia mudar novamente e apertar os parafusos mais soltos, como se faria num mundo ideal. Tornara-se independente de si, dependente do novo mundo que estava disposta a enxergar.
Assim, reconquistou a juventude de um sopro leve, suave e digno, buscando a sensação de toda a adrenalina irresponsável que merecia. Passou a ver o mundo com a inconsequência da simples e comum adolescente que agora assumia ser. Deixou pra trás sua mania de grandeza, buscando somente ser maior, e só.