domingo, 6 de junho de 2010

Sem título

Como explicar o que eu sinto
quando te tenho novamente à minha pele 
quando te tenho novamente em mim?
  Ocupando de novo a minha mente, merecidamente,
  ao me mostrar seu mundo quando me toma nos braços.
    Na imensidão de 1000 palavras que não são ditas
    - e nem precisa - mas sentidas
    no calor de um laço pelo qual
    entre nós não há espaço
    senão na vontade de não mais se soltar
    e de ainda mais se embrenhar
    no labirinto para o abismo que se mostra
    o nosso ar...
Como explicar - como entender (?)
A intensidade desse sentimento?
 Como aceitar esse domínio a que me submete
 e que me permite dominar?
    O jogo que se forma, na órbita do nosso abraço
    na tensão da pele, no aço
    que pelas ferozes garras dessa chama sucumbe,
    o fogo que se acende, e arde.
 
  Mas pra que explicar o que não se pode entender
  se o que eu preciso posso reconhecer
  que tantas lágrimas após expelidas
  de minhas inchadas pálpebras compadecidas,
  tantas noites mal-dormidas
  de agonia em mim enrustida,
      que valeu a pena esperar - valeu apena lutar
      pra mais uma vez poder te amar.

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