Porém descobriu que sua liberdade ainda pendia presa à sua necessidade de estar sempre no controle, de saber sempre o que estava fazendo. Percebeu que ter sempre uma estratégia para tudo era sua verdadeira prisão. E descobriu ter se perdido.
E viu nos olhos daquele que tanto a fazia bem a comoção de um arrependimento que a convenceu. Sentiu em suas palavras a possibilidade palpável de uma mudança que muito buscara, e teve fé. Rendeu-se então à sensação que sempre a rendera, mergulhou de cabeça na divertida tentação que se insinuava e à qual sofria em resistir. Entregou-se ao seu próprio destino.
E cedendo à fraqueza física, reencontrou a ascensão do sentimento que tanto tinha ignorado. Lembrou-se da sensação, do quanto aquela união a completava. Sentiu-se segura pela prova da reciprocidade daquela emoção, mas teve medo de se entregar. E ainda assim se entregou, quis viver o momento e só.
Prometeu a si mesma ser feliz, e não se deixar mais sofrer. Estava novamente se expondo ao risco, mas decidiu dar a si própria o 1º lugar na sua vida. Não aceitaria outro deslize. Não haveria mais volta se o corpo novamente ignorasse o coração.
Sentiu-se si mesma, sentiu-se e só. Entendeu que nada poderia impedi-la de ser feliz se ela não quisesse. Sentiu-se então feliz, e mais livre por não mais depender de alguém, mesmo amando-o. E continuava a busca de sua tão sonhada liberdade.
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