Fraca.
Fraca como a vida lhe fez, fraca como quem ainda não lasseou às intempéries do mundo agindo em sua bilionésima parcela de importância na existência.
E como tudo o que é frágil, cedeu.
Como todo frágil cristal quebrou-se ante à queda, como quebram as ondas quando encontram a rocha. Fez-se cacos, fez-se pó por simples golpe desferido pela mais normal das circunstâncias que o viver expõe.
Mas sentia-se tão firme, tão apta às inconstâncias... coitada! Quando atinou, estava largada nas pedras, jogada, desmaiada, ESPALHADA.
Perdera seus princípios, seus sonhos, suas razões, onde foi parar sua identidade??
Perdeu também sua pobre segurança. E então nem quis mais se procurar, se remontar.
Entregou-se à derrota, não via saída para tal flagelo porque seus olhos também perdera.
E agora, inerte, chora as lágrimas que ainda não encontrou.
Vai, chora.
Cadê tua certeza??
Vai, chora.
Pra onde foi tua força? Não te chamavas fortaleza?? Dissolveu-se teu castelo de areia.
Anda, chora!
Clama pela paz que dizes nunca ter conhecido, implora pelos dias de falsa-alegria que um dia a ludibriara, não para de chorar!
Avante em choro imundo, inútil, tosco de quem ainda tem visão entre os cegos, choras enquanto a brisa termina de espalhar teus fragmentos!!
Chora enquanto o mundo rola e ri da tua entrega, pois enquanto pensas que sofres, sofrem mais os que são mais fortes que tu!
Chega, mortal comum, para de lamentar ter perdido o pão enquanto muitos mal água tem. Levanta logo, vai procurar teus pedaços e cuida para que não encontres alguns. Usa outras partes, remonta-te diferente! Porque se te levantas deste tombo igual à que caístes, torna-se inútil seu penar.
Apressa, adianta-te que o mundo ainda gira não sob seus pés, mas sobre a tua cabeça.
E quando novamente pensares ser assim tão blindada, inatingível, lembra-te que as mais altas edificações ruíram, e aceita tua humanidade pobre, medíocre e egoísta.
Assume tua natureza e não renega tua fraqueza.
E vê se te enxerga.
Fraca como a vida lhe fez, fraca como quem ainda não lasseou às intempéries do mundo agindo em sua bilionésima parcela de importância na existência.
E como tudo o que é frágil, cedeu.
Como todo frágil cristal quebrou-se ante à queda, como quebram as ondas quando encontram a rocha. Fez-se cacos, fez-se pó por simples golpe desferido pela mais normal das circunstâncias que o viver expõe.
Mas sentia-se tão firme, tão apta às inconstâncias... coitada! Quando atinou, estava largada nas pedras, jogada, desmaiada, ESPALHADA.
Perdera seus princípios, seus sonhos, suas razões, onde foi parar sua identidade??
Perdeu também sua pobre segurança. E então nem quis mais se procurar, se remontar.
Entregou-se à derrota, não via saída para tal flagelo porque seus olhos também perdera.
E agora, inerte, chora as lágrimas que ainda não encontrou.
Vai, chora.
Cadê tua certeza??
Vai, chora.
Pra onde foi tua força? Não te chamavas fortaleza?? Dissolveu-se teu castelo de areia.
Anda, chora!
Clama pela paz que dizes nunca ter conhecido, implora pelos dias de falsa-alegria que um dia a ludibriara, não para de chorar!
Avante em choro imundo, inútil, tosco de quem ainda tem visão entre os cegos, choras enquanto a brisa termina de espalhar teus fragmentos!!
Chora enquanto o mundo rola e ri da tua entrega, pois enquanto pensas que sofres, sofrem mais os que são mais fortes que tu!
Chega, mortal comum, para de lamentar ter perdido o pão enquanto muitos mal água tem. Levanta logo, vai procurar teus pedaços e cuida para que não encontres alguns. Usa outras partes, remonta-te diferente! Porque se te levantas deste tombo igual à que caístes, torna-se inútil seu penar.
Apressa, adianta-te que o mundo ainda gira não sob seus pés, mas sobre a tua cabeça.
E quando novamente pensares ser assim tão blindada, inatingível, lembra-te que as mais altas edificações ruíram, e aceita tua humanidade pobre, medíocre e egoísta.
Assume tua natureza e não renega tua fraqueza.
E vê se te enxerga.
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